segunda-feira, 16 de julho de 2012

El sistema

"A cultura para os pobres não pode ser uma cultura pobre"
José António Abreu                                        


O vídeo que deixo a seguir retrata um dos projectos sociais e musicais mais importantes do mundo, El Sistema. Este projecto surgiu em 1975, em Caracas, Venezuela, e baseia-se no princípio de que a música clássica pode salvar crianças da exclusão, da criminalidade, da desgraça moral e pode também proporcionar um sentido mais nobre às suas vidas.
O seu mentor, José António Abreu, percebendo que a música clássica pode salvar a alma do ser humano, criou o projecto El Sistema. Actualmente, 250.000 crianças de todo o país tocam um instrumento e fazem parte de uma orquestra.
Uma curiosidade, El Sistema já brindou o mundo, um dos mais mediático directores musicais, o actual Maestro da Orquestra Filarmónica de Los Angeles, o hollywoodesco Gustavo Dudamel, considerado um dos grandes maestros da actualidade, com todas as condições para, no futuro, vir a deixar uma marca pessoal, à imagem de um Bernstein ou de um Karajan.

                                    



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Orquestrando a vida - "El sistema" brasileiro



Chamou-me a atenção a força desta imagem no perfil do facebook da colega de turma Christelle João e descobri esta ONG que achei por bem colocar no meu blogue.

À imagem de "El sistema", a ONG Orquestrando a Vida é uma instituição consagrada ao trabalho social, com crianças e jovens através do ensino da música em grupo para formação de grupos sinfónicos corais e orquestrais.
Com um alto nível de excelência musical a Orquestrando a Vida contribui para o desenvolvimento do ser humano com actividades vinculadas à comunidade através de intercâmbios e do cultivo de valores de transformação da criança. Procura preparar os jovens para o mercado de trabalho, formando músicos, monitores, professores e maestros disciplinados.

domingo, 8 de julho de 2012

Os educadores musicais do início do século XX



No início do século XX, o ensino da música na Europa sofre mudanças. Impelidos pelo ideal democrático da Revolução Francesa de que a educação seria universal, perante a insatisfação em relação ao ensino tradicional da música e a necessidade da sua democratização, tendo presente uma sociedade que não aparentava apresentar preocupações específicas no cuidado do desenvolvimento e do bem-estar da criança, ou mesmo do jovem e do adulto, músicos e pedagogos (Edgar Willems, na Bélgica; Jacques Dalcroze e Maurice Martenot, na França; Carl Orff, na Alemanha; Zóltan Kódaly, na Hungria; Shinichi Suzuki no Japão) propõem uma quebra de paradigmas, procuram novos métodos e práticas pedagógicas, incrementam propostas inovadoras e constituem-se pioneiros no ensino da música, desenvolvendo os chamados “métodos ativos”, conteúdos obrigatórios da educação musical. O motivo desta classificação deve-se à opção pela aproximação musical das crianças enquanto experiência de vida em detrimento dos procedimentos técnico ou teórico, até então predominantes (Fonterrada, 2005).

Os pedagogos musicais da segunda metade do século XX


Os pedagogos musicais da segunda metade do século XX


“A estética e a teoria da música do nosso tempo partem do conceito de um universo sonoro que é considerado como um todo dinâmico e indivisível, que sempre inclui o homem num sentido essencial” (Koellreutter, 1997 citado em Vialengo, 2006).

Tendo em consideração as ideias pedagógicas dos pedagogos da segunda metade do século XX, remeto para o seguinte artigo que se encontra em anexo (abrir)´´.
Os aspetos que mais destaco neste artigo, relacionam-se com as características da pedagogia musical da segunda metade do século XX que, mantendo uma identidade humana, aquela (a pedagogia) caminha no sentido de ampliar e atualizar conceitos, repertórios e formas de atuação e apresenta “alternativas menos presas às convenções musicais” (Vialengo, 2006).
Fundamentada no desenvolvimento da criatividade, da expressão, através de atividades de improvisação e composição, a Educação Musical deixou de ter um caráter horizontal linear e passou a processar-se segundo um modelo de rede, baseado num processo não determinado a priori e na interdependência de conteúdos. As aulas passam a ser ministradas com base em processos alternativos e em experiências. Estimula-se uma nova escuta, sons da natureza ou qualquer recurso que possa produzir alguma sonoridade, o que promove uma grande revolução no uso da matéria sonora. Os alunos passam a utilizar instrumentos não convencionais e manipulam e experimentam os mais diferentes materiais, desde o papel, plástico, vidro, material de sucata em geral. Ao professor compete orientar o aluno, facilitando o processo de aprendizagem, "estimulando, questionando, aconselhando e auxiliando, ao invés de demonstrar e dizer" (Swanwick).